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Denúncias de propaganda eleitoral irregular em Minas Gerais crescem 54% e se concentram em vias públicas

Denúncias de propaganda eleitoral irregular em Minas Gerais crescem 54% e se concentram em vias públicas. Veja como denunciar pelo app Pardal.

RRRedação Rei de Minas21 de outubro de 2026 · 6 min de leitura
Denúncias de propaganda eleitoral irregular em Minas Gerais crescem 54% e se concentram em vias públicas

Minas Gerais registrou 6.035 denúncias de propaganda eleitoral irregular no primeiro turno das Eleições 2026 pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. O número representa alta de 54,4% na comparação com as 3.907 queixas registradas em 2022 e coloca o estado na terceira posição do ranking nacional, atrás apenas de São Paulo (13,7 mil) e da Bahia (7 mil). As denúncias de propaganda eleitoral irregular em Minas Gerais, portanto, cresceram em ritmo menor que a média do país, mas mantiveram o estado entre os três maiores volumes do Brasil.

O salto acompanha uma tendência nacional: o país inteiro somou mais de 67,1 mil denúncias pelo Pardal no primeiro turno, aumento de 73,3% sobre as 38,7 mil de 2022. Em Minas, o volume chama atenção menos pelo tamanho absoluto e mais pelo desenho que revela: quase metade das queixas envolve propaganda em vias públicas, com Belo Horizonte no centro do problema.

Aumento de 54% nas denúncias: o que os números revelam

A comparação entre os dois pleitos é o dado mais direto para entender o comportamento do eleitor mineiro. As denúncias de propaganda eleitoral irregular em Minas Gerais passaram de 3.907 em 2022 para 6.035 em 2026, um acréscimo de 2.128 protocolos em quatro anos.

O crescimento de 54,4% fica abaixo da média nacional (73,3%), o que sugere que a alta em Minas é consistente, mas não explosiva. O estado mantém a posição de terceiro maior volume de queixas do país, atrás de São Paulo e Bahia.

Há duas leituras possíveis para o avanço. A primeira é maior engajamento do eleitor na fiscalização, favorecido pela facilidade de uso do aplicativo. A segunda é o aumento da própria presença de material irregular nas ruas, especialmente em locais de grande circulação. Os dados do Pardal não permitem separar uma coisa da outra, mas a concentração por tipo de infração ajuda a entender onde a fiscalização popular está olhando.

Onde a irregularidade se concentra: vias públicas lideram

Quase metade das propagandas irregulares denunciadas em Minas estava veiculada em vias públicas. É o tipo de infração mais denunciado no estado e também no país: nacionalmente, 28,3 mil das mais de 67,1 mil queixas do primeiro turno trataram de uso de vias públicas.

Em Belo Horizonte, o problema tem endereço conhecido. Materiais de campanha em trevos, rotatórias, cruzamentos e canteiros centrais dificultaram a circulação de pedestres e a visibilidade dos condutores. São pontos de grande exposição, o que explica o interesse das campanhas, mas também de risco: placas e cavaletes nesses locais podem obstruir a visão de quem dirige e atrapalhar a travessia de quem anda a pé.

Depois das vias públicas, a distribuição das denúncias mineiras aponta para internet e bens públicos. No segundo turno, entre 5 e 12 de outubro, Minas registrou 176 denúncias: 66 sobre propaganda na internet, 24 em bens públicos e 15 sobre adesivos em automóveis. O recorte menor do segundo turno mostra que a internet ganha peso relativo quando a disputa se afunila.

A leitura vale para todo o estado. Vale lembrar que a mobilidade da capital também segue em pauta: entenda o que já funciona e o que ainda falta na Linha 2 do metrô de BH, obra que mexe com o trânsito de quem passa pela região do Nova Suíça e Amazonas.

Fiscalização popular e o papel da Justiça Eleitoral

O volume de denúncias é, antes de tudo, um retrato da fiscalização feita pelo eleitor. O Pardal transformou o celular em instrumento de acompanhamento do pleito: qualquer cidadão com conta gov.br ou e-Título pode registrar uma irregularidade em poucos minutos.

O que acontece depois do envio segue um fluxo definido. Um agente automatizado classifica a denúncia em propaganda irregular na internet ou outras modalidades e o sistema gera um número de protocolo para acompanhamento. A partir daí, o caso é encaminhado à Justiça Eleitoral. Nacionalmente, 18,7 mil das denúncias do primeiro turno foram peticionadas e seguiram para análise.

Na prática, cada protocolo pode resultar em notificação para remoção do material. A qualidade do registro faz diferença: foto nítida, localização exata e descrição objetiva do que foi encontrado aceleram a apuração e reduzem a chance de a denúncia ser arquivada por falta de elementos. A lógica é parecida com a de qualquer sistema que dependa de dados bem enviados, como mostram as boas práticas de implementação de agentes de IA em processos de triagem.

Como denunciar propaganda irregular pelo Pardal: passo a passo

O caminho é simples e gratuito. O Pardal está disponível nas lojas App Store e Google Play.

  1. Baixe o aplicativo Pardal.
  2. Entre com o e-Título ou com a conta gov.br.
  3. Descreva a irregularidade com informações que permitam apurar o caso (o que é, onde está, quem foi prejudicado).
  4. Anexe fotos, vídeos ou áudios do material denunciado.
  5. Envie e guarde o número de protocolo gerado pelo sistema.
  6. Acompanhe o andamento pelo próprio aplicativo.

O Pardal aceita relatos de publicidade irregular na internet, uso indevido de alto-falantes e amplificadores de som e distribuição irregular de material gráfico, entre outras modalidades. A denúncia exige login para dar rastreabilidade ao protocolo.

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Perguntas frequentes

Quantas denúncias de propaganda irregular Minas Gerais registrou em 2026? Foram 6.035 denúncias no primeiro turno pelo aplicativo Pardal, contra 3.907 em 2022. O aumento é de 54,4%.

Qual o tipo de irregularidade mais denunciado em Minas? Quase metade das queixas envolve propaganda em vias públicas, como trevos, rotatórias, cruzamentos e canteiros centrais. Em Belo Horizonte, esses materiais chegaram a dificultar a circulação de pedestres e a visibilidade dos condutores.

Como denunciar propaganda irregular pelo Pardal? Basta baixar o aplicativo Pardal (App Store ou Google Play), entrar com e-Título ou conta gov.br, descrever a irregularidade, anexar foto, vídeo ou áudio e enviar. O sistema gera um número de protocolo para acompanhamento.

O que a Justiça Eleitoral faz com a denúncia? Um agente automatizado classifica o caso e ele é encaminhado à Justiça Eleitoral. Nacionalmente, 18,7 mil denúncias do primeiro turno foram peticionadas. Cada protocolo pode levar a notificação para remoção do material.

Minas Gerais lidera o ranking nacional de denúncias? Não. O estado é o terceiro, atrás de São Paulo (13,7 mil) e Bahia (7 mil). No país, foram mais de 67,1 mil denúncias no primeiro turno, alta de 73,3% sobre 2022.

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Redação Rei de Minas

Rei de Minas — jornalismo de Minas Gerais e Brasil, com curadoria e revisão humana.

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