Diarista presa por matar idosos em BH disse que ficou 'encantada' pela casa
Paola Stefany Neto Cirino, diarista presa por matar idosos a facadas em BH, disse que ficou 'encantada' pela casa. Entenda o caso de latrocínio e o surto psicótico.
A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa suspeita de matar a facadas um casal de idosos em Belo Horizonte, confessou o crime. Ela alegou ter agido sob um surto psicótico, motivada por dívidas de R$ 40 mil com agiotas, contraídas em jogos de azar online.
O crime brutal aconteceu no dia 29 de junho, no bairro São Pedro, na Zona Sul de Belo Horizonte. As vítimas, Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala, de 76 anos, foram encontradas mortas pelo filho no dia seguinte. Paola Stefany Neto Cirino foi presa em um hotel em Itabira na madrugada de 2 de janeiro, após investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O caso levanta questões sobre os limites da confiança no trabalho doméstico, tema que ecoa em histórias como a de Maysa Neto: a cabeleireira que começa o atendimento ouvindo, não cortando.
Resumo do crime: casal morto a facadas e fuga da diarista
O crime chocou a capital mineira pela violência e pela relação de confiança entre a suspeita e as vítimas. Paola Stefany Neto Cirino trabalhava como diarista na casa do casal, indicada por um primo de Maria Clotilde. No dia do crime, ela entrou no prédio por volta das 7h30 e saiu às 15h30, com roupas trocadas e carregando sacolas adicionais — tudo registrado por câmeras de segurança.
Os corpos foram encontrados pelo filho das vítimas, Felipe, no dia 30 de junho. A cena era estarrecedora: Cláudio levou pelo menos 40 facadas, enquanto Maria Clotilde sofreu cerca de 15 golpes. Após o crime, a suspeita fugiu para Itabira, onde foi localizada e presa. Para quem atua no setor de beleza e serviços, a situação reforça a importância de profissionalizar o atendimento, como mostra o artigo Quando o salão vira empresa: o método por trás do empreendedorismo feminino na beleza.
Quem é Paola Stefany Neto Cirino?
Paola Stefany Neto Cirino é natural de Itabira, na região Central de Minas Gerais. Aos 30 anos, trabalhava como diarista. Ela foi contratada para serviços de limpeza na casa do casal de idosos, onde conquistou a confiança da família.
A investigação revelou que Paola estava endividada. Ela pegou um empréstimo de R$ 40 mil com agiotas para alimentar um vício em jogos de azar online. A dívida teria sido o estopim para o crime, que ela cometeu durante o expediente de trabalho.
Cronologia do crime: como tudo aconteceu
A Polícia Civil montou uma linha do tempo detalhada do crime, que mostra a frieza com que a suspeita agiu:
- Manhã do dia 29 de junho: Paola Stefany Neto Cirino chega ao prédio no bairro São Pedro por volta das 7h30 para trabalhar como diarista.
- Período da tarde: Por volta das 15h30, as câmeras do prédio a flagraram saindo com roupas trocadas e carregando sacolas. Nesse momento, o casal já estava morto.
- 30 de junho: O filho das vítimas, Felipe, encontra os corpos ao visitar a casa. A Polícia Militar é acionada e o local é isolado para perícia.
- Após o crime: Paola foge para Itabira, onde tem familiares. Ela leva consigo o filho de 6 anos.
- Madrugada de 2 de janeiro: A suspeita é presa em um hotel em Itabira, após trabalho de inteligência da PCMG.
A fuga e a prisão em Itabira
Depois do crime, Paola Stefany Neto Cirino fugiu para Itabira, a cerca de 100 km de Belo Horizonte. Ela estava acompanhada do filho de 6 anos, o que gerou comoção e preocupação entre os investigadores. A polícia rastreou a suspeita por câmeras de segurança, registros de viagem e informações de testemunhas.
A prisão ocorreu em um hotel no bairro São Pedro, em Itabira. Paola não reagiu e foi detida em flagrante. Com ela, a polícia recuperou parte dos itens roubados, incluindo relógios e joias que pertenciam às vítimas.
Investigação: latrocínio e possível surto psicótico
A Polícia Civil investiga o crime como latrocínio (roubo seguido de morte). A tese é que Paola matou o casal para roubar objetos de valor e pagar suas dívidas. Em depoimento, ela confessou o crime, mas alegou ter sofrido um "surto psicótico" e ouvido vozes que a instruíram a cometer o assassinato.
"Ela afirmou estar arrependida e que esperava ser encontrada pelas autoridades. Disse que, após roubar o casal, 'não estava satisfeita' e teve que matá-los", relatou um investigador.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG) entrou no caso. O presidente da entidade, Gustavo Chalfun, anunciou a criação de uma comissão especial para atuar como assistente de acusação, buscando garantir que a justiça seja feita e que a pena seja exemplar. Em casos de crimes violentos, o trabalho de intérpretes de sonhos e psicólogos, como os do PsicoCast, pode ajudar a entender os traumas envolvidos.
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Perguntas frequentes
O que é latrocínio? Latrocínio é o roubo seguido de morte. No caso, a polícia investiga se Paola Stefany Neto Cirino matou o casal de idosos para roubar seus pertences, o que configura este crime, cuja pena pode chegar a 30 anos de reclusão.
Como a diarista foi presa? Paola foi presa em um hotel em Itabira, na madrugada de 2 de janeiro. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) rastreou sua fuga por câmeras de segurança e informações de testemunhas, culminando na prisão sem resistência.
Qual era o estado mental da suspeita? Em depoimento, Paola alegou ter tido um "surto psicótico" e ouvido vozes que a instruíram a cometer o crime.