Rei de Minas
Rei de MinasNotícias de Minas
Polícia

Diarista presa por matar idosos em BH disse que ficou 'encantada' pela casa

Paola Stefany Neto Cirino, diarista presa por matar idosos a facadas em BH, disse que ficou 'encantada' pela casa. Entenda o caso de latrocínio e o surto psicótico.

RRRedação Rei de Minas02 de julho de 2026 · 5 min de leitura
Diarista presa por matar idosos em BH disse que ficou 'encantada' pela casa

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa suspeita de matar a facadas um casal de idosos em Belo Horizonte, confessou o crime. Ela alegou ter agido sob um surto psicótico, motivada por dívidas de R$ 40 mil com agiotas, contraídas em jogos de azar online.

O crime brutal aconteceu no dia 29 de junho, no bairro São Pedro, na Zona Sul de Belo Horizonte. As vítimas, Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala, de 76 anos, foram encontradas mortas pelo filho no dia seguinte. Paola Stefany Neto Cirino foi presa em um hotel em Itabira na madrugada de 2 de janeiro, após investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O caso levanta questões sobre os limites da confiança no trabalho doméstico, tema que ecoa em histórias como a de Maysa Neto: a cabeleireira que começa o atendimento ouvindo, não cortando.

Resumo do crime: casal morto a facadas e fuga da diarista

O crime chocou a capital mineira pela violência e pela relação de confiança entre a suspeita e as vítimas. Paola Stefany Neto Cirino trabalhava como diarista na casa do casal, indicada por um primo de Maria Clotilde. No dia do crime, ela entrou no prédio por volta das 7h30 e saiu às 15h30, com roupas trocadas e carregando sacolas adicionais — tudo registrado por câmeras de segurança.

Os corpos foram encontrados pelo filho das vítimas, Felipe, no dia 30 de junho. A cena era estarrecedora: Cláudio levou pelo menos 40 facadas, enquanto Maria Clotilde sofreu cerca de 15 golpes. Após o crime, a suspeita fugiu para Itabira, onde foi localizada e presa. Para quem atua no setor de beleza e serviços, a situação reforça a importância de profissionalizar o atendimento, como mostra o artigo Quando o salão vira empresa: o método por trás do empreendedorismo feminino na beleza.

Quem é Paola Stefany Neto Cirino?

Paola Stefany Neto Cirino é natural de Itabira, na região Central de Minas Gerais. Aos 30 anos, trabalhava como diarista. Ela foi contratada para serviços de limpeza na casa do casal de idosos, onde conquistou a confiança da família.

A investigação revelou que Paola estava endividada. Ela pegou um empréstimo de R$ 40 mil com agiotas para alimentar um vício em jogos de azar online. A dívida teria sido o estopim para o crime, que ela cometeu durante o expediente de trabalho.

Cronologia do crime: como tudo aconteceu

A Polícia Civil montou uma linha do tempo detalhada do crime, que mostra a frieza com que a suspeita agiu:

  • Manhã do dia 29 de junho: Paola Stefany Neto Cirino chega ao prédio no bairro São Pedro por volta das 7h30 para trabalhar como diarista.
  • Período da tarde: Por volta das 15h30, as câmeras do prédio a flagraram saindo com roupas trocadas e carregando sacolas. Nesse momento, o casal já estava morto.
  • 30 de junho: O filho das vítimas, Felipe, encontra os corpos ao visitar a casa. A Polícia Militar é acionada e o local é isolado para perícia.
  • Após o crime: Paola foge para Itabira, onde tem familiares. Ela leva consigo o filho de 6 anos.
  • Madrugada de 2 de janeiro: A suspeita é presa em um hotel em Itabira, após trabalho de inteligência da PCMG.

A fuga e a prisão em Itabira

Depois do crime, Paola Stefany Neto Cirino fugiu para Itabira, a cerca de 100 km de Belo Horizonte. Ela estava acompanhada do filho de 6 anos, o que gerou comoção e preocupação entre os investigadores. A polícia rastreou a suspeita por câmeras de segurança, registros de viagem e informações de testemunhas.

A prisão ocorreu em um hotel no bairro São Pedro, em Itabira. Paola não reagiu e foi detida em flagrante. Com ela, a polícia recuperou parte dos itens roubados, incluindo relógios e joias que pertenciam às vítimas.

Investigação: latrocínio e possível surto psicótico

A Polícia Civil investiga o crime como latrocínio (roubo seguido de morte). A tese é que Paola matou o casal para roubar objetos de valor e pagar suas dívidas. Em depoimento, ela confessou o crime, mas alegou ter sofrido um "surto psicótico" e ouvido vozes que a instruíram a cometer o assassinato.

"Ela afirmou estar arrependida e que esperava ser encontrada pelas autoridades. Disse que, após roubar o casal, 'não estava satisfeita' e teve que matá-los", relatou um investigador.

A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG) entrou no caso. O presidente da entidade, Gustavo Chalfun, anunciou a criação de uma comissão especial para atuar como assistente de acusação, buscando garantir que a justiça seja feita e que a pena seja exemplar. Em casos de crimes violentos, o trabalho de intérpretes de sonhos e psicólogos, como os do PsicoCast, pode ajudar a entender os traumas envolvidos.

Leia também

Perguntas frequentes

O que é latrocínio? Latrocínio é o roubo seguido de morte. No caso, a polícia investiga se Paola Stefany Neto Cirino matou o casal de idosos para roubar seus pertences, o que configura este crime, cuja pena pode chegar a 30 anos de reclusão.

Como a diarista foi presa? Paola foi presa em um hotel em Itabira, na madrugada de 2 de janeiro. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) rastreou sua fuga por câmeras de segurança e informações de testemunhas, culminando na prisão sem resistência.

Qual era o estado mental da suspeita? Em depoimento, Paola alegou ter tido um "surto psicótico" e ouvido vozes que a instruíram a cometer o crime.

RR
Redação Rei de Minas

Rei de Minas — jornalismo de Minas Gerais e Brasil, com curadoria e revisão humana.

Leia também

Ver editoria