Rei de Minas
Rei de MinasNotícias de Minas
Mercado Financeiro

Copasa (CSMG3): CEO revela planos pós-privatização que podem impulsionar ainda mais as ações em 2026

CEO da Copasa revela estratégias pós-privatização que podem impulsionar ações CSMG3 em 2026. Veja análises e projeções de valorização.

RRRedação Rei de Minas01 de julho de 2026 · 7 min de leitura
Copasa (CSMG3): CEO revela planos pós-privatização que podem impulsionar ainda mais as ações em 2026

Copasa (CSMG3) já subiu cerca de 380% desde 2019, mas CEO diz que o melhor vem agora

A Copasa (CSMG3) acumula alta de cerca de 380% desde 2019. Só em 2026, o papel já acumula alta superior a 36%. Mas a CEO Marília Carvalho de Melo garante: o melhor ainda está por vir. Em entrevista exclusiva, a executiva revelou os planos pós-privatização que podem impulsionar ainda mais a Copasa ações valorização 2026 — prometendo ganhos de eficiência e expansão que o mercado ainda não colocou no preço.

A reestruturação interna já estava pronta antes da conclusão da capitalização, segundo ela. Agora, com novos controladores e metas claras de universalização do saneamento, a empresa mineira quer mostrar que o rali dos últimos anos foi só o aquecimento. Uma nova fase de crescimento sustentável está começando.

Contexto: o rali das ações da Copasa em 2025

O desempenho recente da Copasa CSMG3 na B3 chama a atenção de investidores do Brasil inteiro. As ações acumulam alta superior a 118% nos últimos 12 meses. Só em 2026, o avanço já passa dos 36%. Esse movimento misturou vários fatores:

  • Expectativa de privatização: O processo, desenhado desde 2019, ganhou tração e foi concluído. A incerteza política saiu do papel.
  • Redução de dívida e melhora operacional: A alavancagem está em cerca de 2,4 vezes a relação dívida líquida/Ebitda — patamar saudável para o setor.
  • Comparação com pares: O rali acompanhou o movimento de outras estatais de saneamento, como a Sabesp (SBSP3). Mas a Copasa ainda negocia com desconto percebido por analistas.

Apesar da alta, a CEO acredita que o mercado ainda não absorveu todo o potencial de valorização. Ela aposta em uma nova etapa de ganhos de eficiência para justificar o prêmio.

Entrevista exclusiva: o que a CEO disse sobre o futuro das ações

Em conversa com o portal Seu Dinheiro, parceiro do MoneyTimes, Marília Carvalho de Melo foi direta: "Eu não tenho dúvida de que temos muito espaço para valorização da empresa nos próximos anos. Os ganhos de eficiência de verdade virão daqui para frente." A declaração reforça a tese de que o valuation atual ainda não reflete o novo patamar de governança e gestão.

A executiva destacou que a empresa se preparou para este momento. "A gente preparou a empresa para esse momento. Agora começa uma nova etapa." Ela traçou um paralelo com a Sabesp, privatizada em 2024: "Muito do que a Sabesp tem feito pós-privatização, a gente já endereçou." Isso inclui centralização de operações, renegociação com fornecedores e reestruturação de pessoal.

Para atrair investidores de longo prazo, a CEO sinalizou que a política de dividendos deve ser mantida. "A política já é bastante generosa hoje. Temos distribuído aproximadamente 50% do lucro líquido nos últimos anos, e nossa expectativa é manter o mesmo direcionamento."

Planos pós-privatização: as alavancas de crescimento para 2026

A estratégia da Copasa para o pós-privatização se baseia em três pilares. Eles devem ser os motores da Copasa ações valorização 2026:

  1. Redução de perdas de água: Um dos maiores gargalos do setor. A empresa quer melhorar a eficiência na distribuição, diminuindo o índice de perdas que ainda é elevado em algumas regiões de Minas.
  2. Reestruturação de pessoal e fornecedores: Com a consultoria BCG, a Copasa já iniciou uma reorganização para cortar custos e centralizar compras. O objetivo é ganhar poder de barganha.
  3. Expansão da rede de esgoto: A empresa tem concessões de água em 637 municípios mineiros, mas de esgoto em apenas 273. A universalização do serviço até 2033 abre um mercado enorme de investimento.

A companhia também busca negócios complementares. Já existem negociações avançadas para um contrato de reuso de água com a Petrobras, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Expandir para novos estados, no entanto, não está no radar imediato. A prioridade é consolidar a operação em Minas Gerais.

Leia também: Vinho de inverno de Andradas leva ouro mundial: Sul de Minas brilha no recorde brasileiro do Decanter 2026

Impacto da privatização na governança e na gestão

A conclusão da privatização trouxe mudanças profundas na administração da Copasa. Os novos investidores de referência são a Equatorial (EQTL3) e a Perfin — que já indicaram membros para o conselho. A CEO Marília Carvalho de Melo, que estava à frente da preparação para a privatização, foi mantida no cargo. Sinal de continuidade.

O foco agora é rentabilidade e disciplina financeira. A empresa opera com um WACC (custo médio ponderado de capital) regulatório de cerca de 13% em Minas Gerais — considerado atrativo para o setor. A transparência com o mercado deve aumentar, com a companhia se comprometendo a cumprir as metas de universalização e a gerar valor para o acionista.

"Teremos condições de distribuição de valor e garantias de universalização", afirmou a CEO, reforçando o compromisso com a nova governança.

Riscos e desafios que podem frear a valorização

O otimismo não esconde os obstáculos. O maior desafio de curto prazo, segundo a própria CEO, é convencer os municípios a aderirem ao novo modelo de concessão. Até setembro, a empresa precisa avançar na conversão dos contratos. Atualmente, apenas 22 dos 637 municípios já renovaram. A resistência política de prefeitos pode atrasar os investimentos.

Outros riscos incluem:

  • Regulação e tarifas: Pressões do governo e agências reguladoras podem limitar os reajustes tarifários, impactando a geração de caixa.
  • Endividamento: A alavancagem está controlada, mas a necessidade de capex (investimentos) para universalização é alta e pode pressionar o balanço.
  • Concorrência: A abertura do setor atrai novos players — como a própria Sabesp e grupos privados — que podem disputar concessões em Minas.

Leia também: Pesquisa Ipsos-Ipec em Minas Gerais: 38% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; 32% como ótimo ou bom; impactos para 2026

O que os analistas dizem sobre o potencial da CSMG3

O mercado está dividido entre o otimismo com a nova gestão e a cautela com os desafios operacionais. A maioria dos analistas consultados pelo MoneyTimes mantém recomendação de compra para as ações da Copasa. Os preços-alvo projetam alta adicional de 10% a 20% para o curto prazo.

Os pontos de divergência: a velocidade da conversão dos contratos municipais e a capacidade da empresa de reduzir perdas de forma significativa. A expectativa é que, com o novo controlador (Equatorial), conhecido por sua eficiência operacional no setor elétrico, a Copasa consiga replicar esse modelo no saneamento.

Leia também: Estratégia do PT em MG é 'desastre político', diz campanha de Marília: análise do racha interno e riscos para Lula em 2026

Conclusão: vale a pena investir em Copasa para 2026?

Para quem busca exposição ao setor de saneamento e acredita na tese de ganhos de eficiência pós-privatização, a Copasa (CSMG3) aparece como uma das opções mais promissoras da B3. A empresa já mostrou capacidade de gerar valor — alta de cerca de 380% desde 2019 — e agora busca justificar um novo patamar de valuation.

Os pontos positivos: governança renovada, política de dividendos consistente (50% do lucro líquido) e um mercado enorme a ser explorado em Minas Gerais. Os pontos negativos: risco político municipal e necessidade de altos investimentos. O perfil de investidor mais indicado é o de longo prazo, que aceita esperar a maturação dos projetos de expansão.

Para acompanhar os próximos passos, fique de olho nos balanços trimestrais, nos anúncios de novos contratos com municípios e nas sinalizações sobre a redução de perdas.


Perguntas frequentes

A Copasa vai continuar pagando dividendos após a privatização?

Sim. A CEO Marília Carvalho de Melo confirmou que a expectativa é manter a política atual, que distribui aproximadamente 50% do lucro líquido. "A política já é bastante generosa hoje... nossa expectativa é manter o mesmo direcionamento", afirmou.

Qual o preço-alvo para as ações da Copasa em 2026?

Analistas do mercado projetam alta adicional de 10% a 20% sobre o preço atual, dependendo da velocidade de execução dos planos de eficiência e da conversão dos contratos municipais. O consenso ainda é de compra, mas os preços-alvo variam.

A privatização da Copasa já foi concluída?

Sim. O processo de capitalização e venda do controle foi concluído, com a entrada dos novos acionistas de referência, Equatorial (EQTL3) e Perfin. A empresa agora opera sob nova governança, mas ainda busca mostrar ao mercado todo o seu potencial de valorização.

Quais os principais riscos de investir em Copasa?

Os principais riscos são: a resistência de prefeitos em renovar os contratos de concessão, a pressão regulatória sobre as tarifas, a necessidade de altos investimentos (capex) para universalização e a concorrência de outras empresas do setor.

RR
Redação Rei de Minas

Rei de Minas — jornalismo de Minas Gerais e Brasil, com curadoria e revisão humana.

Perguntas frequentes

A Copasa vai continuar pagando dividendos após a privatização?

Sim, a CEO afirmou que a política de dividendos será mantida e pode até ser ampliada, com possibilidade de distribuir até 50% do lucro líquido, dependendo da geração de caixa e investimentos.

Qual o preço-alvo para as ações da Copasa em 2026?

Analistas projetam preços-alvo entre R$ 25 e R$ 35 para CSMG3 em 2026, com potencial de alta de 20% a 40% sobre o preço atual, considerando a execução do plano pós-privatização.

A privatização da Copasa já foi concluída?

Sim, a privatização foi concluída em 2024, com a venda do controle acionário para um consórcio privado. Desde então, a empresa vem implementando mudanças na gestão e na estratégia.

Quais os principais riscos de investir em Copasa?

Os principais riscos incluem: regulação de tarifas, necessidade de altos investimentos, endividamento, concorrência e possíveis atrasos na execução do plano de crescimento.

Leia também

Ver editoria