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Campanha começa hoje em Minas com 11 candidatos ao governo e agenda nacional no estado

Propaganda eleitoral liberada neste domingo. Minas tem 11 candidatos ao governo, Simões tenta a reeleição e o estado recebe agendas nacionais na semana.

RRRedação Rei de Minas16 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
Campanha começa hoje em Minas com 11 candidatos ao governo e agenda nacional no estado

A propaganda eleitoral nas ruas e na internet foi liberada neste domingo, 16 de agosto, conforme o calendário das eleições gerais definido pelo Tribunal Superior Eleitoral na Resolução 23.760/2026. É a partir de hoje que a disputa deixa a fase de pré-campanha e passa a acontecer às claras.

Em Minas, a largada chega com o quadro fechado: onze nomes disputam o governo do estado, e o registro das candidaturas foi finalizado no sábado, 15.

Quem está na disputa pelo governo mineiro

São onze postulantes ao Palácio, com os seguintes números de urna:

  • Cleitinho Azevedo (Republicanos), 10
  • Alexandre Kalil (PDT), 12
  • Patrus Ananias (PT), 13
  • Ben Mendes (Missão), 14
  • Gabriel (MDB), 15
  • Rafael Duda (PSTU), 16
  • Professor Túlio Lopes (PCB), 21
  • Flávio Roscoe (PL), 22
  • Henrique Áreas (PCO), 29
  • Mateus Simões (PSD), 55
  • Indira Xavier (UP), 80

Por que o atual governador é candidato à reeleição sem ter sido eleito

A situação mineira tem uma particularidade que confunde bastante gente.

Mateus Simões, de 45 anos, assumiu o governo em março deste ano. Ele era vice-governador e secretário-geral do estado, e chegou ao cargo após a renúncia de Romeu Zema, que ocupava o Palácio desde 2019 e deixou o posto para disputar a Presidência da República.

Eleito na chapa pelo Novo, Simões trocou de partido e migrou para o PSD para disputar a reeleição em 2026. Concorre, portanto, como governador em exercício, mas buscando pela primeira vez o voto direto para o cargo.

O que muda a partir de hoje

Com o início oficial da campanha, um conjunto de regras entra em vigor. As principais:

Comícios e som. Comícios e uso de aparelhagem de sonorização fixa passam a ser permitidos de 16 de agosto a 1º de outubro, no intervalo entre 8h e meia-noite.

Internet paga. No mesmo período, passa a ser permitida a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet. A divulgação pode ocorrer em sites, redes sociais e aplicativos de mensagens, desde que os endereços eletrônicos tenham sido informados à Justiça Eleitoral.

Lives contam como campanha. A partir de hoje, a transmissão ao vivo feita por candidato para promoção pessoal ou de atos ligados ao exercício do mandato equivale a promoção de candidatura, ainda que não mencione as eleições. Na prática, vira ato de campanha e responde como tal.

Enquetes proibidas. Não é mais permitida a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral. Enquete não é pesquisa registrada, e a distinção passa a ter consequência.

Inteligência artificial. Esta é a novidade que mais muda o jogo em relação a 2022. Todo conteúdo produzido com auxílio de IA precisa ser identificado como tal, e o uso de deepfake está absolutamente proibido. Além disso, fica vedado publicar, republicar ou impulsionar qualquer novo conteúdo sintético gerado ou alterado por inteligência artificial no período que vai das 72 horas anteriores ao pleito até 24 horas após o encerramento da votação.

Minas no centro da eleição nacional

O estado não disputa apenas o próprio governo. Minas é historicamente um dos terrenos decisivos da eleição presidencial, e a primeira semana de campanha já reflete isso na agenda.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cumpre compromissos no estado no início da semana: Juiz de Fora no dia 17 e Belo Horizonte no dia 18. É o retorno dele à capital mineira pouco mais de dois meses depois de uma série de agendas em Minas. Entre os candidatos ao governo, ele apoia Flávio Roscoe, presidente licenciado da federação das indústrias do estado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, tem visita prevista para 21 de agosto, quando deve participar à noite do lançamento da campanha de Patrus Ananias ao governo mineiro. Também está em articulação uma nova passagem pelo estado em 29 de agosto, para um encontro com mulheres na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte.

Duas agendas presidenciais em pouco mais de uma semana, e a oposição no estado logo no primeiro dia útil de campanha, dão a dimensão de quanto peso os dois lados atribuem a Minas.

A lógica por trás dessa atenção é conhecida por quem acompanha eleição no estado. Minas reúne o segundo maior colégio eleitoral do país e tem um perfil que combina capital, região metropolitana, cidades médias industriais, agronegócio no Triângulo e uma vasta área de municípios pequenos. É essa mistura que faz do estado um espelho razoável do voto nacional, e que explica por que campanhas presidenciais raramente tratam Minas como uma parada entre outras. A disputa estadual, por consequência, tende a ser lida também como termômetro da nacional, o que costuma elevar a temperatura dos dois lados.

O que observar daqui para frente

Alguns marcos ajudam a acompanhar a disputa sem se perder no volume de conteúdo que vai começar a circular.

O primeiro é a data de 1º de outubro, que encerra tanto o período de comícios quanto o de impulsionamento pago na internet. O segundo é a fiscalização sobre conteúdo sintético: a exigência de identificação de material feito com IA é nova, e o modo como ela será cobrada na prática ainda vai se definir nas primeiras semanas. O terceiro é a diferença entre pesquisa registrada e enquete, agora que a segunda está proibida.

Para o eleitor, a regra prática mais útil é simples: conteúdo político que aparece impulsionado no seu feed a partir de hoje deve ter identificação de propaganda eleitoral e endereço informado à Justiça Eleitoral. O que não tiver merece desconfiança antes do compartilhamento.

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Redação Rei de Minas

Rei de Minas — jornalismo de Minas Gerais e Brasil, com curadoria e revisão humana.

Perguntas frequentes

Quando começou oficialmente a campanha eleitoral de 2026?

Em 16 de agosto de 2026, conforme o calendário eleitoral definido pelo TSE na Resolução 23.760/2026. A partir dessa data são liberados comícios, propaganda nas ruas e propaganda paga na internet, até 1º de outubro.

Quantos candidatos disputam o governo de Minas Gerais?

São onze candidatos, com o registro finalizado em 15 de agosto de 2026.

Por que Mateus Simões é candidato à reeleição se assumiu em março?

Ele era vice-governador e assumiu o cargo após a renúncia de Romeu Zema, que deixou o governo para disputar a Presidência. Simões trocou o Novo pelo PSD para concorrer em 2026.

O que muda no uso de inteligência artificial nesta eleição?

Todo conteúdo gerado com IA precisa ser identificado, deepfakes estão proibidos, e não se pode publicar, republicar ou impulsionar conteúdo sintético novo nas 72 horas antes da votação até 24 horas depois do encerramento.

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