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Pesquisa Ipsos-Ipec em Minas Gerais: 38% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; 32% como ótimo ou bom; impactos para 2026

Pesquisa Ipsos-Ipec em Minas Gerais mostra que 38% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo, 32% ótimo/bom. Impactos para 2026. Leia mais!

RRRedação Rei de Minas22 de junho de 2026 · 5 min de leitura
Pesquisa Ipsos-Ipec em Minas Gerais: 38% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; 32% como ótimo ou bom; impactos para 2026

Pesquisa Ipsos-Ipec governo Lula 2025: avaliação negativa supera positiva e acende alerta

A mais recente pesquisa do instituto Ipsos-Ipec, divulgada nesta quarta-feira (9 de abril), traz um retrato desafiador para o governo Lula. Com 38% dos entrevistados classificando a administração como ruim ou péssima, contra 32% que a veem como ótima ou boa, a pesquisa acende um sinal de alerta no Palácio do Planalto.

Realizada entre os dias 4 e 8 de abril com 2 mil entrevistados em todo o país, a pesquisa mostra ainda que 28% dos brasileiros consideram o governo regular. O saldo negativo (diferença entre ruim/péssimo e ótimo/bom) é de 6 pontos percentuais.

1. Avaliação geral: 38% ruim/péssimo vs 32% ótimo/bom – o que dizem os números?

A pesquisa Ipsos-Ipec de abril de 2025 confirma uma tendência de estabilidade na avaliação negativa do governo. Os 38% de avaliação negativa representam o maior índice registrado pelo Ipsos-Ipec desde o início do terceiro mandato de Lula.

  • Faixa etária e renda: Historicamente, as avaliações mais negativas vêm de eleitores mais jovens (16 a 24 anos) e de alta renda, enquanto a aprovação é maior entre idosos e beneficiários de programas sociais.
  • Região: Em Minas, a rejeição tende a ser mais forte no Triângulo Mineiro e no Sul de Minas, áreas de forte presença do agronegócio e de oposição ao PT. Já no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha, a aprovação costuma ser maior, puxada por programas como o Bolsa Família.

2. Os 28% de regulares: o grupo decisivo para 2026

Os 28% que avaliam o governo como regular formam o chamado "eleitorado flutuante" — aquele que decide a eleição no segundo turno. Esse grupo é majoritariamente composto por trabalhadores formais, pequenos empresários e moradores de cidades médias.

  • Fatores de virada: A aprovação do pacote Nova Indústria Brasil, que injetará R$ 140 bilhões em crédito e subsídios, pode conquistar esse segmento.
  • Riscos: A inflação dos alimentos e a alta dos juros são os principais fatores que podem empurrar esse grupo para a avaliação negativa.

A estratégia do governo Lula para 2026 passa por transformar esse eleitorado "regular" em "ótimo/bom".

3. Impacto do pacote Nova Indústria Brasil (R$ 140 bilhões) na percepção mineira

O anúncio de R$ 140 bilhões para a política industrial, elevando os investimentos da Nova Indústria Brasil a mais de R$ 750 bilhões até 2026, é o principal trunfo do governo para tentar reverter a avaliação negativa.

  • Setores mineiros beneficiados:
    • Automotivo: Fiat (Betim), Iveco (Sete Lagoas) e Mercedes-Benz (Juiz de Fora) podem receber linhas de crédito para descarbonização e inovação.
    • Siderurgia: Usiminas (Ipatinga) e Gerdau (Divinópolis) são candidatas a investimentos em aço verde.
    • Agroindústria: Cooperativas do Triângulo e do Sul podem acessar recursos para máquinas e equipamentos.

Para os trabalhadores, o pacote pode significar a manutenção de empregos em setores ameaçados pela concorrência chinesa. Em Contagem e Betim, a expectativa é de que o programa gere novas contratações ainda em 2025.

4. Cenário eleitoral de 2026: como a pesquisa Ipsos-Ipec influencia as candidaturas

A pesquisa Ipsos-Ipec de abril de 2025 já é usada como termômetro por pré-candidatos ao governo de Minas e ao Senado. O estado, que elegeu o governador Romeu Zema (Novo) com folga em 2022, é visto como um campo de batalha decisivo para a sucessão presidencial.

  • Força de Lula em Minas: Apesar da rejeição, Lula ainda tem um piso eleitoral de cerca de 32% no estado. Esse núcleo duro é formado por eleitores da Região Metropolitana de Belo Horizonte e do Norte de Minas.
  • Oposição: O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém força no Triângulo e no Sul. Já Zema, que deve disputar a reeleição ou apoiar um sucessor, tenta surfar na rejeição ao governo federal.
  • Simulações de segundo turno: Em cenários de segundo turno para presidente em Minas, a pesquisa sugere que Lula teria dificuldades contra um candidato de centro-direita que una o bolsonarismo e o zemismo.

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Perguntas frequentes

1. O que significa a pesquisa Ipsos-Ipec governo Lula 2025? A pesquisa mostra que a avaliação negativa do governo (38%) supera a positiva (32%) no Brasil.

2. Como o pacote Nova Indústria Brasil pode mudar a percepção? O anúncio de R$ 140 bilhões pode beneficiar diretamente setores fortes no estado, como o automotivo e o siderúrgico. Se os recursos chegarem rápido e gerarem empregos, a avaliação do governo pode melhorar entre os eleitores "regulares".

3. Qual a diferença entre a avaliação nacional e a mineira? Embora a pesquisa Ipsos-Ipec de abril de 2025 não tenha divulgado o recorte de Minas separadamente, pesquisas locais anteriores indicam que o estado tem uma avaliação ligeiramente mais negativa que a média nacional, especialmente no interior.

4. Quem são os principais candidatos ao governo de Minas em 2026? O governador Romeu Zema (Novo) deve disputar a reeleição ou apoiar um sucessor. Pelo PT, o nome mais cotado é o do deputado federal Rogério Correia. O PL mineiro ainda negocia uma candidatura própria.

5. Como os 28% de regulares podem decidir as eleições? Esse grupo é decisivo porque não está satisfeito, mas também não rejeita totalmente o governo. Se a economia melhorar e o pacote industrial gerar empregos, eles podem migrar para a aprovação. Caso contrário, engrossam a rejeição.

6. A pesquisa Ipsos-Ipec é confiável? Sim. O instituto Ipsos-Ipec é um dos mais respeitados do país, com metodologia consolidada. A pesquisa foi realizada entre 4 e 8 de abril, com 2 mil entrevistados, e tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Rei de Minas — jornalismo de Minas Gerais e Brasil, com curadoria e revisão humana.

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